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Combine os sistemas de evacuação para reduzir melhor os aerossóis em clínicas odontológicas– estudo

By Jeremy Booth, Dental Tribune International
June 15, 2021

LOMA LINDA, Califórnia, EUA: Gotículas respiratórias transportadas pelo ar são um dos principais modos de transmissão de SARS-CoV-2, e o uso comum de procedimentos geradores de aerossol (AGPs) em clínicas dentárias exigiu o estudo de medidas preventivas que podem ser tomado para reduzir o risco associado. Para este fim, pesquisadores da Universidade Loma Linda compararam a eficácia dos sistemas de evacuação dentária e descobriram que uma combinação de dispositivos resultou na maior redução de aerossóis microbianos.

No ensaio clínico controlado, os pesquisadores coletaram amostras de aerossol em placas de ágar sangue colocadas em toda a clínica odontológica durante quatro períodos de tratamento - linha de base, evacuação de alto volume (HVE - sigla em inglês), uma combinação de HVE e dispositivo de sucção intraoral e pós-tratamento. Os alunos participantes usaram um medidor ultrassônico para realizar a profilaxia oral em um lado da boca durante os períodos de tratamento, e as placas foram coletadas e incubadas a 37 ° C por um período de 48 horas. Um total de 93 alunos participaram do estudo, que foi conduzido em uma grande clínica que consistia em vários consultórios.

Verificou-se que uma combinação de dispositivos resultou na maior redução nos aerossóis coletados, inclusive em comparação com o uso de um dispositivo de sucção intraoral sozinho. Essa descoberta levou os pesquisadores a concluir que os aerossóis microbianos foram significativamente reduzidos quando uma combinação de HVE e dispositivos de sucção intraoral foi usada.

“Ao comparar os períodos de tratamento com a linha de base, encontramos diferenças altamente significativas para HVE e períodos de tratamento de combinação”, escreveram os autores. Concluíram, no entanto, que mais pesquisas eram necessárias para validar os resultados do estudo, como pesquisas adicionais sobre os dados coletados para que a dinâmica dos aerossóis produzidos durante os procedimentos odontológicos pudesse ser melhor compreendida.

“Até o momento, não há evidência direta de que procedimentos odontológicos sejam uma das principais causas de infecções transmitidas pelo ar. Porém, diante da situação de pandemia, não se pode ignorar a possibilidade de riscos potenciais”, explicam os pesquisadores, acrescentando que é importante identificar medidas eficazes de controle dos aerossóis produzidos durante os procedimentos odontológicos.

O estudo, intitulado “A clinical investigation of dental evacuation systems in reducing aerosols,” foi publicado na edição de junho de 2021 do Journal of the American Dental Association.

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