LONDRES, Inglaterra: O Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) comprometeu-se com a neutralidade de carbono até 2040 e está focado na redução do uso de gases anestésicos. Na Odontologia do Reino Unido, essa crescente pressão para descarbonizar a assistência médica colocou o impacto ambiental do uso de óxido nitroso para sedação consciente sob escrutínio. Um novo projeto nacional de melhoria da qualidade examinou como esse potente gás de efeito estufa é utilizado nos serviços odontológicos e onde as emissões podem ser reduzidas sem comprometer o atendimento.
O estudo analisou o uso de óxido nitroso em 31 serviços odontológicos no Reino Unido, com base em dados provenientes principalmente de hospitais e prestadores de serviços públicos que atendem pacientes com necessidades especiais. Confirmou-se que a sedação inalatória acarreta uma pegada de carbono significativa e que esse impacto varia amplamente entre os serviços, refletindo diferenças nas práticas de sedação, nos equipamentos e nas configurações de fornecimento de gás.
Uma das descobertas mais claras foi a variação na forma como o óxido nitroso é administrado, e os autores apontam, portanto, para a necessidade urgente de treinamento e auditoria mais consistentes nas práticas de sedação. As taxas de fluxo, a duração da administração e os níveis de titulação diferiram substancialmente entre os serviços, e a taxa de fluxo emergiu como um fator particularmente influente nas emissões totais. Os autores enfatizam que taxas de fluxo superiores às clinicamente necessárias não melhoram os resultados para o paciente, mas aumentam significativamente os danos ambientais. Dado o impacto da taxa de fluxo, eles recomendam sistemas aprimorados de fornecimento de cilindros e medição do uso de gás para reduzir o impacto ambiental.
O estudo também constatou que a infraestrutura de abastecimento desempenha um papel fundamental. Os serviços que utilizam cilindros individuais geralmente apresentaram níveis de desperdício de gás menores do que aqueles que dependem de sistemas centrais com tubulação, embora tenha sido observada grande variação em ambos os grupos. O estudo identificou o desperdício como um fator modificável que pode ser abordado localmente sem reduzir o acesso à sedação. Para reduzir o desperdício, os autores recomendam o monitoramento do fornecimento de gás em relação ao uso clínico, a melhoria do controle de estoque e a verificação de vazamentos ou defeitos nos equipamentos.
Apesar das preocupações ambientais, o projeto reforça o forte valor clínico da sedação inalatória. Constatou-se que as taxas de sucesso foram elevadas em todos os serviços, particularmente para pacientes pediátricos, e que, embora uma proporção substancial de pacientes pudesse teoricamente ser elegível para sedação intravenosa, o acesso foi inconsistente e limitado pela idade, disponibilidade de pessoal e exigências de governança. Os autores recomendam a busca por métodos alternativos de manejo do paciente quando apropriado. A sedação foi utilizada em alguns serviços para visitas de adaptação; no entanto, estas não demonstraram maior sucesso no tratamento nem aumento no uso geral de óxido nitroso. Os autores sugerem, portanto, uma análise cuidadosa do seu uso para esse fim.
A pesquisa corrobora estudos anteriores sobre as dimensões ambientais do uso de óxido nitroso na Odontologia do Reino Unido, que argumentaram que, embora o gás continue sendo fundamental para a profissão, é essencial que medidas sejam tomadas para reduzir suas consequências ecológicas nocivas. Para tanto, o presente estudo defende a realização de auditorias de rotina na administração e no descarte do gás, bem como diretrizes mais abrangentes para os padrões de sedação. Os autores também enfatizaram a necessidade de investigar agentes inalatórios alternativos e ampliar o acesso a técnicas de sedação não inalatórias, para que a dependência do óxido nitroso possa ser reduzida sempre que apropriado.
O estudo, intitulado “Reducing the environmental impact of nitrous oxide in dentistry: A national quality improvement project”, foi publicado em 23 de janeiro de 2026 no British Dental Journal.
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