PITTSBURGH, EUA: Prescrever medicamentos de alto risco em odontologia pediátrica ainda é incomum, mas acarreta implicações significativas para a segurança quando ocorre. Uma nova pesquisa destaca padrões de uso de opioides e sedativos associados a consultas odontológicas em menores de 18 anos e identifica grupos com maior risco de resultados adversos. Os resultados reforçam os apelos por uma adesão mais rigorosa ao manejo da dor sem opioides em cuidados odontológicos pediátricos.
A questão da prescrição de analgésicos no contexto da odontopediatria é de vital importância, tendo sido tema de um relatório de referência publicado por uma equipe de pesquisa colaborativa da Associação Americana de Odontologia em 2023. Aprofundando a investigação sobre o tema, o novo estudo, que consiste principalmente em uma ampla análise retrospectiva de dados de planos de saúde dos EUA, revelou com que frequência dentistas prescrevem medicamentos de alto risco para crianças e quais as consequências subsequentes. O estudo examinou consultas odontológicas pediátricas ao longo de vários anos, com foco em opioides e benzodiazepínicos, medicamentos que, quando usados de forma inadequada, sabidamente aumentam o risco de depressão respiratória, hospitalização e danos a longo prazo.
Embora apenas uma pequena proporção das consultas odontológicas tenha envolvido esses medicamentos, as consequências foram notáveis. Crianças que receberam opioides em decorrência de tratamentos odontológicos apresentaram maior probabilidade de necessitar de cuidados subsequentes, como atendimento em pronto-socorro ou hospitalização, logo após o tratamento. Um subgrupo também demonstrou uso contínuo de opioides além do período pós-procedimento imediato, o que levanta preocupações sobre a exposição precoce e os riscos de dependência a longo prazo.
A idade emergiu como um fator crucial. Crianças mais novas que receberam prescrição de opioides mostraram-se particularmente vulneráveis aos danos relacionados a esses medicamentos. Isso demonstra a necessidade de maior rigor na adesão às diretrizes profissionais existentes, que recomendam o uso de analgésicos não opioides. A análise também destacou riscos mais elevados entre crianças com doenças crônicas complexas, refletindo a maior vulnerabilidade de pacientes com quadros clínicos complexos em consultórios odontológicos.
O tipo e o contexto do atendimento também foram importantes. Os padrões de prescrição diferiram entre clínicas ambulatoriais de rotina e serviços hospitalares ou especializados, com ambientes mais estruturados parecendo oferecer alguma proteção contra desfechos adversos. Isso pode refletir um monitoramento mais rigoroso, protocolos mais claros e maior uso de estratégias multimodais de controle da dor sem opioides em atendimentos especializados ou hospitalares.
É importante destacar que o estudo levanta questões sobre a adequação do uso de opioides em procedimentos odontológicos associados a dor leve ou moderada, em casos nos quais há evidências que comprovam a eficácia do alívio da dor com o uso de combinações de paracetamol e anti-inflamatórios não esteroides. Os resultados sugerem que práticas inconsistentes no manejo da dor ainda persistem, principalmente na prática clínica de rotina.
Para os profissionais da odontologia, a mensagem é clara. A prescrição mais segura em odontopediatria depende da tomada de decisões baseada em diretrizes, da priorização de opções não opioides e da garantia de que os profissionais tenham acesso aos históricos médicos relevantes. O fortalecimento do treinamento e a padronização das abordagens de manejo da dor podem desempenhar um papel crucial na redução de danos evitáveis em pacientes odontológicos jovens.
O artigo, intitulado “High-risk medications in paediatric dentistry”, foi publicado na edição de dezembro de 2025 do JADA.
AMÃ, Jordânia: Um novo estudo comparativo revelou que os principais chatbots de inteligência artificial (IA) fornecem informações sobre clareamento ...
INDIANÁPOLIS, EUA: Embora o tratamento protético seja o principal meio de ajudar pacientes total ou parcialmente desdentados, o aconselhamento nutricional...
SEUL, Coreia do Sul: Embora o café seja um dos alimentos mais pesquisados e extensamente discutido em inúmeras publicações, ...
Continuando a conversa da primeira parte sobre a luta contínua por maior segurança na anestesia em Odontologia, o Dental Tribune International conversou...
COLÔNIA, Alemanha: As feiras de negócios têm tudo a ver com o contato presencial. Os organizadores da Feira Internacional de Odontologia (IDS- sigla em ...
NOVA DELHI, Índia: A Organização Mundial de Saúde (WHO- World Health Organization) considera o mercúrio como um dos dez ...
GREIFSWALD, Alemanha: A periodontite foi associada a um risco de doença de Alzheimer em estudos anteriores. O Estudo de longa duração da Saúde na ...
GIESSEN, Alemanha: Para expandir o acesso ao atendimento pediátrico para além do ambiente clínico tradicional, a aplicação da teleodontologia ...
OSLO, Noruega: A ampla disponibilidade de vacinas em países desenvolvidos mudou significativamente o risco de os dentistas contrair SARS-CoV-2 em um ...
LONDRES, Canadá: O uso de inteligência artificial (IA) na Odontologia está se expandindo rapidamente, oferecendo novas possibilidades em diagnósticos, ...
Webinar ao vivo
qua. 14 janeiro 2026
14:00 BRT (Sao Paulo)
Dr. Théo Laplane, Dr. Robert Gottlander DDS
Webinar ao vivo
sex. 16 janeiro 2026
14:00 BRT (Sao Paulo)
Webinar ao vivo
seg. 19 janeiro 2026
15:00 BRT (Sao Paulo)
Philipp Kopp, Michael Seeber
Webinar ao vivo
qui. 22 janeiro 2026
11:00 BRT (Sao Paulo)
Prof. Judith Jones D.D.S; M.P.H., Prof. Kakuhiro Fukai D.D.S., Ph.D, Dr. Bathsheba (Bethy) Turton
Webinar ao vivo
qui. 22 janeiro 2026
16:00 BRT (Sao Paulo)
Dr. Nicola M. Grande DDS, PhD
Webinar ao vivo
qua. 28 janeiro 2026
10:00 BRT (Sao Paulo)
Webinar ao vivo
qua. 28 janeiro 2026
13:00 BRT (Sao Paulo)
Prof. Dr. Jan-Frederik Güth
To post a reply please login or register