Relação de linfonodo pode predizer gravidade do câncer de cavidade oral

Search Dental Tribune

Relação de linfonodo pode predizer gravidade do câncer de cavidade oral

E-Newsletter

The latest news in dentistry free of charge.

  • This field is for validation purposes and should be left unchanged.
Um recente estudo americano descobriu que a relação entre os linfonodos pode indicar o risco de recorrência do câncer da cavidade oral e o evento da morte. (Fotografia: Photographee.eu/Shutterstock)

sex. 22 fevereiro 2019

save

AURORA, Colorado, EUA: Como o câncer de cavidade oral é muitas vezes descoberto tardiamente em seu desenvolvimento, os pacientes com essa forma avançada de doença têm uma taxa de sobrevida de 5 anos de apenas 40%. Pesquisadores da Universidade do Colorado em Denver (CU Denver) descobriram agora que a relação do nódulo linfático (LNR) fornece uma indicação para a gravidade do câncer da cavidade oral. Esse conhecimento pode não apenas ajudar os pacientes a prever melhor o curso de sua doença, mas também pode ajudar os médicos a escolher o tratamento pós cirúrgico mais adequado.

Pesquisadores do Centro de Câncer da CU Denver coletaram informações de 149 pacientes tratados no UCHealth University of Colorado Hospital com cirurgia e ou tratamentos pós cirúrgicos para câncer de cavidade oral localmente avançado de 2000 a 2015, a fim de buscar padrões nos dados coletados.

"Queríamos saber se as características desses pacientes, seus tumores ou seu tratamento poderiam prever a sobrevida", disse o primeiro autor Ding Ding , um estudante de medicina do Departamento de Radiação Oncológica da CU Denver.

Como primeiro passo do estudo, os pesquisadores confirmaram um punhado dos fatores de risco esperados – com base em resultados de estudos anteriores – como ser não branco, sem seguro ou segurado pelo Medicaid, ter um tumor primário maior , ter “margens” ao redor do tumor que testou positivo para câncer, mesmo após a cirurgia, ou com tumores que já haviam invadido os tecidos circundantes, todos previram taxas de sobrevida global mais curtas.

Outro fator que é comumente usado em modelos que prevêem risco de câncer é a extensão do envolvimento dos linfonodos. "O atual sistema de estadiamento nodal para câncer de cavidade oral é baseado no tamanho, número, lateralidade e disseminação do tumor fora da parede dos linfonodos envolvidos", explicou Ding. “Em outros tipos de cânceres, como o câncer de mama, os pesquisadores vêm explorando outra medida do envolvimento de linfonodos, ou seja, se a proporção de linfonodos removidos cirurgicamente que são positivos para o câncer pode prever os resultados do tratamento. Nós nos perguntamos se LNR, poderia ser um preditor de sobrevivência no câncer de cavidade oral, também. ”

Todos os participantes do estudo tinham uma media de 29 linfonodos removidos durante a cirurgia. Cerca de 9% desses linfonodos foram positivos para câncer. Isso significa que alguns pacientes tiveram um LNR acima de 10%, enquanto outros tiveram LNR especialmente baixo ou mesmo zero. O estudo constatou que pacientes com um LNR maior do que 10 por cento tinham cerca de duas vezes e meia um risco maior de recorrência de câncer e 2,7 vezes maior risco de morte do que pacientes com um LNR abaixo de 10 por cento.

“Em nosso estudo, o LNR pareceu ser mais preditivo dos desfechos dos pacientes do que o método tradicional de estadiamento linfonodal. Estudos em escala maior são necessários para verificar esses achados e pode valer a pena explorar maneiras de incorporar o LNR no modelo atual para avaliar os riscos de recorrência ”, acrescentou Ding.

Pacientes com doença agressiva devem receber quimioterapia e radiação mais intensivas após a cirurgia, enquanto outros com doença menos agressiva freqüentemente abandonam a extensão desses tratamentos. Assim, o estudo contribui para um crescente corpo de evidências que apóiam o uso de LNR para identificar pacientes com maior risco de recorrência e morte por câncer de cavidade oral localmente avançado.

O estudo, intitulado "Associação entre razão de linfonodo e recorrência e os resultados de sobrevida em pacientes com câncer de cavidade oral", foi publicado online em 15 de novembro de 2018 em JAMA Otolaryngology–Head & Neck Surgery.

advertisement
advertisement