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Mulher muçulmana é despedida alegadamente por usar hijab no local de trabalho

Em um caso alegadamente de discriminação religiosa, uma jovem muçulmana foi demitida de seu trabalho como assistente de dentista em uma clínica de Fairfax, Virgínia. (Foto: DecemberDah/Shutterstock)
Dental Tribune International

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seg. 5 setembro 2016

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WASHINGTON, EUA: Uma jovem mulher muçulmana foi demitida alegadamente de uma clínica odontológica no estado da Virgínia por usar hijad (véu religioso) no trabalho. De acordo com Najaf Khan, foi dito à assistente de dentista que a clínica desencorajava referências religiosas no local e que o hijab poderia ofender pacientes. O Conselho de Relações Americana-Islâmica (CAIR) solicitou à clínica que readmitisse e recompensasse a mulher por danos financeiro e emocional.

Conforme reportado pelo News4, Khan não utilizou o hijab na entrevista e tampouco nos dois primeiros dias de trabalho na clínica Fair Oaks Dental Care em Fairfax, Virgínia, onde foi contratada como assistente de dentista. Entretanto, no terceiro dia, ela optou por usar o véu islâmico, e seu supervisor pediu que ela o retirasse ou seria demitida.

“Quando eu informei que não comprometeria minha religião por isso, ele abriu e segurou a porta pra mim e eu saí”, ela disse ao jornal. De acordo com Khan, o ultimato foi uma surpresa porque ela tinha recebido, por e-mail e antes do incidente, feedback positivo sobre sua performance no trabalho.

Quando questionado sobre as razões da decisão, o ex-chefe de Khan, o Dr. Chuck Joo, disse que a clínica não permite expressões religiosas, para manter-se neutra. O único protetor de cabeça permitido é a touca cirúrgica por razões de higiene, ele explicou.

Comentando sobre o incidente que aconteceu no início de agosto, o sr. Ibrahim Hooper, diretor nacional de comunicações da CAIR, disse: “Nenhum funcionário deve ser demitido devido à sua fé ou práticas religiosas. Nós solicitamos à Fair Oaks Dental Care para readmitir a funcionária muçulmana e para oferecer acomodação religiosa razoável conforme manda a lei”.

O caso de Khan relembra o da jovem muçulmana que não foi contratada pela loja Abercrombie & Fitch em Oklahoma em 2008 por usar o véu islâmico. A empresa argumentou que o uso do véu religioso não estava de acordo com a política de aparência da loja para os vendedores. No tribunal, a mulher alegou que a empresa violou seus direitos civis e ela ganhou o caso em 2015.

A controvérsia do véu religioso é tema de muito debate por todo o mundo. Na Turquia, por exemplo, o uso do véu tinha sido banido oficialmente, assim como outros símbolos religiosos, em edifícios públicos, como instituições governamentais e escolas públicas por décadas. Entretanto, o governo turco afrouxou as restrições do uso em instituições do Estado como parte de uma série de iniciativas da reforma democrática em 2013.

Alguns países europeus, incluindo França, Bélgica e Holanda, possuem restrições específicas para vestimentas que cobrem a face, como o hijab ou burca.

 

Nota editorial: Esta matéria foi atualizada em 15 de agosto de 2016.

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