Dental Tribune Brazil

Cientistas do FEFU podem ter encontrado uma maneira de cultivar novos dentes para pacientes

By Dental Tribune International
September 04, 2019

VLADIVOSTOK, Rússia: Um grupo de histologistas e dentistas da Far Eastern Federal University (FEFU) colaboraram com colegas russos e japoneses e descobriram células que podem ser responsáveis pela formação de tecido dental humano. Os resultados podem fornecer uma base para o desenvolvimento de técnicas de bioengenharia em odontologia, visando o crescimento de novos tecidos dentários.

Os cientistas usaram tecido pré-natal humano para estudar o estágio inicial do desenvolvimento da cavidade bucal embrionária durante a quinta e a sexta semana de formação dentária. Eles reconheceram vários tipos de células envolvidas na formação de um dos rudimentos dentários, chamado de órgão de esmalte. Além disso, eles identificaram as células cromofóbicas responsáveis ​​pelo desenvolvimento de dentes humanos nas primeiras semanas de crescimento embrionário.

“Numerosas tentativas de cultivar dentes apenas a partir das células-tronco envolvidas no desenvolvimento do esmalte, dentina e polpa, ou seja, ameloblastos e odontoblastos, não foram bem-sucedidas: não havia esmalte nas amostras, os dentes foram cobertos apenas por dentina defeituosa. A ausência de uma fonte de células facilmente acessível para o crescimento de tecido dental restringe seriamente o desenvolvimento de uma abordagem de bioengenharia para o tratamento odontológico. Para desenvolver tecnologias de engenharia de tecidos e medicina regenerativa, métodos promissores de tratamento em odontologia, as células identificadas por nós podem se tornar a pista para o novo nível de tratamento odontológico de qualidade”, disse o Dr. Ivan Reva, pesquisador sênior do Laboratório de Neurobiologia de Células e Molecular na Faculdade de Biomedicina da FEFU.

“Os implantes naturais que são completamente idênticos aos dentes humanos, sem dúvida, serão melhores que os de titânio, e sua vida útil pode ser maior que a dos dentes artificiais, garantidos por 10 a 15 anos. Embora para um experimento bem sucedido, ainda tenhamos um desconhecimento sobre as interações de sinalização intercelular durante o desenvolvimento dos dentes”, acrescentou.

O cientista observou que as grandes células cromófobas não residem apenas onde os dentes do embrião se formam. Elas também existem na fronteira onde o epitélio escamoso multicamada da cavidade oral passa para o epitélio cilíndrico do tubo digestivo em desenvolvimento. Isso significa que a nova abordagem de bioengenharia é relevante não apenas para o crescimento de novos tecidos dentários, mas também para o crescimento de órgãos para transplante subsequente e provavelmente será aplicada em gastroenterologia.

Os cientistas ainda precisam entender como, nos estágios iniciais do desenvolvimento do embrião humano, diferentes tipos e formas de dentes se desenvolvem a partir do ectoderma aparentemente homogêneo e multicamada, localizado na cavidade oral em formação. No entanto, já está claro que mais tipos de células estão envolvidas nos estágios iniciais da formação dentária humana do que se supunha anteriormente.

O estudo, intitulado "Desenvolvimento embrionário de dentes humanos", foi publicado na edição de março de 2019 do International Journal of Applied and Fundamental Research e está disponível apenas em russo.

Comments are closed here.

© 2019 - All rights reserved - Dental Tribune International