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Pouca saúde bucal pode levar ao Alzheimer

Pesquisa recente sugere uma possível ligação entre gengivite e Alzheimer. (Foto: sfam_photo/Shutterstock)
Dental Tribune International

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dom. 18 agosto 2013

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PRESTON, Reino Unido: Pessoas com pouca higiene bucal ou gengivite podem estar correndo grande risco de desenvolver a doença de Alzheimer, foi o que um estudo conduzido pela Escola de Medicina e Odontologia da Universidade Central de Lancashire (UCLan) descobriu. Em seus estudos, os pesquisadores examinaram amostras de dez cérebros doados de dez pessoas sem demência e de dez pessoas com demência. A pesquisa descobriu a presença da Porphyromonas gingivalis no cérebro dos pacientes com demência.

A bactéria é comumente associada à doença periodontal crônica. Essa bactéria entra na corrente sanguínea durante as atividades diárias (comer, mascar chicletes e escovar os dentes) e, em particular, através de tratamentos odontológicos invasivos. Os pesquisadores propuseram que toda vez que a bactéria alcança o cérebro ela pode provocar respostas no sistema imunológico por alterar as células cerebrais já preparadas fazendo com que liberem mais químicos que matam os neurônios. Esse pode ser um mecanismo que lidera à mudanças no cérebro, típico da doença de Alzheimer, e que pode ser responsável por causar os sintomas como a desorientação e deterioração da memória.

A nova pesquisa indica a possível ligação entre gengivite e pessoas que possam ser suscetíveis ao desenvolvimento da doença de Alzheimer se expostas a estímulos apropriados.

A pesquisa beneficiou-se de amostras de cérebros doados pela Brains for Dementia Research (Cérebros para a Pesquisa da Demência), um projeto de doação patrocinado pela Alzheimer’s Research UK (Pesquisa de Alzheimer do Reino Unido) e Alzheimer’s Society (Sociedade de Alzheimer). Descobrir a P. gingivalis no cérebro dos sofredores de demência é significante, pois a sua presença no cérebro dos pacientes de Alzheimer não estava documentada anteriormente e a descoberta adiciona na evidência que sugere uma ligação entre pouca saúde bucal e demência.

Essas descobertas publicadas de espécimes do cérebro humano são apoiadas pela pesquisa da doença periodontal não publicada do mesmo grupo usando cobaias animais, que ocorreu com a colaboração da Universidade da Flórida. Esse trabalho com animal confirmou que P. gingivalis encontra na boca o seu caminho para o cérebro, uma vez que a doença periodontal começa a se estabelecer.

O Prof. John Crean, decano da Escola de Medicina e Odontologia, disse: “Enquanto estudos anteriores indicaram a ligação entre demência e outra bactéria e vírus como o vírus Herpes simplex Tipo I, essa nova pesquisa indica a possível associação entre gengivite e pessoas que possam ser suscetíveis ao desenvolvimento da doença de Alzheimer, se expostas aos estímulos apropriados. A pesquisa em progresso na UCLan está a desempenhar um papel ativo nessa associação, mas ainda deve-se provar se a baixa higiene bucal pode conduzir à demência em pessoas saudáveis, que obviamente pode ter implicações significativas nas populações como um todo. É também provável que essas bactérias possam piorar as condições de doença existente”.

O Dr. Sim K. Singhrao, membro sênior pesquisador da UCLan, disse: “Estamos trabalhando a teoria de que quando o cérebro é repetidamente exposto às bactérias e/ou restos das mesmas pela nossa gengiva, as respostas imunes subsequentes podem levar à morte da célula nervosa e possível perda de memória. Deste modo, devido às interferências da saúde além da boca, as consultas frequentes ao dentista durante o longo da vida podem ser mais importante do que acredita-se atualmente. Para nos ajudar a provar nossa hipótese, nós estamos com a esperaça de usar o recurso de tecido da Brains for Dementia Research para examinar o tecido cerebral de pessoas com memória intacta e comprometida que possuam relatórios dentais disponíveis. A pesquisa almeja finalmente determinar se a P. gingivalis pode ser utilizada, através de exame de sangue, para prever o desenvolvimento da doença de Alzheimer em pacientes de risco”.

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