San Diego, EUA: O câncer que se forma no tecido do revestimento interno do esôfago é o sexto tipo mais comum nos homens. Apenas 15% dos pacientes tem uma sobrevida de mais de cinco anos. Um time de pesquisadores dos Estados Unidos concluiu que atividade física pode estar associada à redução do risco de câncer de esôfago.
Com a análise de quatro estudos diferentes os pesquisadores observaram que as pessoas que eram fisicamente ativas tinham 32% menos chances de desenvolver câncer de esôfago. Além disso, descobriram que o risco deste tipo específico de câncer era 19% menor entre os participantes fisicamente ativos em comparação com os menos ativos.
Existem dois tipos de câncer de esôfago: o carcinoma espinocular e o adenocarcinoma. Enquanto a incidência do primeiro tipo está em declínio em todo o mundo, a incidência do último está aumentando rapidamente. Segundo Dr. Siddharth Singh, pesquisador-chefe e gastroenterologista, este aumento é parcialmente atribuído ao problema global da obesidade.
“A obesidade tem sido associada ao aumento do risco de câncer de esôfago pelos altos níveis de insulina, bem como pelas inflamações crônicas. Por diminuir a gordura visceral, baixar os níveis de certos agentes cancerígenos, melhorar a sensibilidade da insulina e diminuir inflamações crônicas, a atividade física pode potencialmente diminuir os riscos de câncer de esôfago” afirma o Dr. Prasad G. Iyer, pesquisador sênior do estudo.
De acordo com o National Cancer Institute, estima-se que 17.990 novos casos de câncer de esôfago serão diagnosticados nos Estados Unidos em 2013. Cerca de 15 mil pacientes morrerão em decorrência da doença.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da clínica Mayo em Rochester, Minessota, EUA. Os resultados foram apresentados no Encontro Científico Anual da Faculdade Americana de Gastroenterologia (American College of Gastroenterology's Annual Scientific Meeting), que aconteceu de 11 a 16 de outubro, em San Diego.
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